Category: Esquete

Aeroporto

Por Colton Forbis

A cena se abre no aeroporto no início da manhã. Há um homem, se chama Paolo que esta atrasado e correndo pelo aeroporto. Chega ao balcão e encontra uma mulher

Paolo: Oi. Eu estou com pressa e preçiso de um bilhete para o próximo vôo que vai para Nova Iorque.

Mulher: I’m sorry. I don’t speak Spanish. No habla español (ela diz muito alto e devagar).

Antes de que Paolo pode responder, ela deixa o balcão com um sorriso cafona e ela volta alguns minutos depois com um outro homem, com o mesmo sorriso terrível como ela.

Homem: Hola señor. ¿Cómo estás hoy?

Paolo: Eu não falo espanhol. I no speak spanish. Você fala português? Como eu disse antes, estou com pressa e não tenho tempo para isso.

Homem: Un minuto por favor.

Os dois saem e regresam prontos com uma mulher com um sotaque chinês pesado, outra vez com sorriso forçado.

Mulher chinesa: Como você vai senhor? Que é o problema? (falado em português muito quebrado)

Paolo (muito confuso e frustrado): Eu tenho que estar em Nova Iorque até amanhã. Tenho um reunião de negocios importante às oito da manhã. Preçiso de um bilhete pronto!

Mulher: Please sir, there is no reason to get upset.

Mulher chinesa: Acalme-se senhor, por favor. O último vôo para Nova Iorque sai em 40 minutos. Este bilhete custa $463.

Paolo: Que ridículo! Eu não tenho esse dinheiro. Posso usar um cartão de crédito?

Mulher chinesa: Sim você pode.

Paolo tira o seu cartão e dá a mulher.

Mulher chinesa: Ooo. Sinto muito senhor, mas nós não aceitamos American Express. Você tem outro forma de pagar?

Paolo suspira pesadamente e procura um cartão de Visa.

Mulher chinesa: Perfeito! Estou feliz que nós pudemos alcançar uma solução boa.

A mulher começa digitando rapidamente no computador. Depois de um tempo, ela olha para Paolo.

Mulher chinesa: Lamento dizer que o último bilhete para este vôo foi comprado pelo homem caminhando lá.

Paolo deixa cair a bagagem dele e caminha fora do aeroporto, para nunca mais ser visto.

 

Dia de Prova

Por Alex Osorio

É sete da manhã no dia de prova. Carlos tinha ficado acordado a noite toda estudando para o exame. (Mariana a mãe de Carlos entra no quarto dele)

MarianaAcorda Carlos. Você tem que preparar-se para a escola.

CarlosDá-me mais cinco minutos.

MarianaLevanta-te, eu não vou chamá-lo de novo, você vai se atrasar para a escola!

CarlosMais cinco minutos!!!

Uma hora depois. Carlos acorda porque ele ouve a cachorro latindo.

CarlosOh não, eu dormi demais!!

Carlos se prepara rápido e corre para a escola.

CarlosBom dia, professora. Lamento que eu estou atrasado, eu dormi demais.

ProfessoraBom dia. Lamento muito que você perdeu a prova.

CarlosPosso fazer o exame por favor.

ProfessoraEu desejo que eu poderia deixá-lo, mas regras são regras e eu não estou autorizada a deixá-lo fazer o exame agora. Você vai ter que repetir este ano.

Carlos se senta triste em sua cadeira e abaixa a cabeça. (O despertador toca: sete da manhã) Carlos acorda assustado, foi apenas um sonho ruim.

O senhor dos balões

Por Christian Gomez e co-autoria de Laryssa Fontes

Ana está sentada em uma cadeira e Fernando vem em direção a ela com um balão nas mãos.

Ana diz:

-Gostei do balão, me deixa brincar com ele?

– Não, acabei de ganhar! (Responde Fernando sorrindo)

Ambos ficam se encarando e olhando para o balão. E de repente Ana tenta pegar o balão a força.

-Solta, solta! (Grita Fernando desesperado enquanto tenta se afastar)

Um pouco depois, eles voltam a conversar.

-Como conseguiu? Você comprou? (Ana pergunta)

Fernando com um esboço de sorriso responde:

-É, então, eu ganhei, tinha um senhor dando balões. Cansei de brincar já!

Antes que Ana pudesse falar qualquer coisa Fernando estoura o balão.

-Por que não me deu? Eu queria o balão. (Ana diz com voz enfurecida)

-Desculpa! Mas corre, ainda dá tempo de você conseguir pegar um com o senhor. (Fernando responde como se estivesse com ressentimento)

-Ele está lá! Bem perto mesmo. (Diz Fernando sinalando ao nordeste)

-Corra! Corra! Antes de ele ir embora.

Ana corre sem ao menos agradecer e vai onde Fernando havia dito que o senhor estaria.

Fernando com toda a tranquilidade, tira um saquinho de balões do bolso, enche um, amarra em uma pequena linha e sai de cena sorrindo.

Festa do Chá

Por Araceli Acosta

Adriana e Jane são duas senhoras britânicas que gostam muito de reuniões com chá. Elas falam muito e, especialmente, gostam de mencionar as desgraças e eventos de seus membros de seu círculo social. É um belo dia de verão e as senhoras decidem se encontrar no Jardim do Adriana para uma deliciosa xícara de chá. Mas isso será apenas o que elas vão fazer?

(Adriana prepara a mesa para servir chá)

(Duas senhoras britânicas bebem chá no jardim)

Adriana: -Colher …

Adriana: -Copos, pratos, e do açúcar.

Adriana: -Você gostaria de se juntar a mim para o chá?

Jane: -Obrigada, eu ficaria encantada!

Adriana: -Você já ouviu as últimas notícias sobre o marido de Eleanor Deburg?

Jane: -Oh meu … acho que não, eu não ouvi Cecilia. Por favor, diga …

(Seus dedos passeiam em cima da mesa e seus olhos se abrem com muita curiosidade)

Adriana: -Ele declarou-se em falência e eles estão prestos a perder cada centavo!

(Ela ri discretamente com a palma da sua mão tocando um pouco os lábios)

Adriana: -Não que eu goste de fofoca, mas era tão previsível.

Jane: -Compreensível, eles só passam a vida morando em extravagância

Adriana: -Abençoe suas almas, este chá é delicioso!

Como você ficou sabendo sobre Margot Ventura? Não que eu goste de fofoca…