O sequestrado desesperado

Abro os olhos e não vejo nada. Apenas sinto meu coração bater descompassadamente. O nervosismo toma conta de mim. Sinto a adrenalina correr por minhas veias. Isso é bom porque vai me ajudar a afinar os sentidos e a tomar decisões melhores. Agora tento avaliar o espaço onde me encerraram. Não há muito espaço, como se fosse o porta-malas dum carro. Aguço o ouvido para acertar, mas não percebo nenhum som. Então devo estar parado nalgum lugar. Por que me trouxeram aqui? O que vão fazer comigo? Estas perguntas terão que esperar. Agora só me preocupa o escape. Pelo menos deixaram minhas mãos desatadas. Mas, por que? Outra pergunta sem resposta. Tenho que me concentrar. Vou ver se posso encontrar alguma luz. Opa! Aqui nos meus bolsos ainda tenho alguns fósforos. Acendo um e olho para ver se há algo que possa facilitar meu escape. Não! Está vazio! Não há nada aqui! Nada que possa me ajudar! Estou para render-me. Não há chance de escapar. Estou a ponto de abandonar toda esperança quando ouço algo fora do carro. Alguém se aproxima do carro! Esta é minha última oportunidade. Vou lutar por minha vida. Mesmo que não saiba quantos são, tenho que tentar. O som aumenta. Está perto. Alguém põe a chave para abrir o porta-malas…uma luz brilhante me cega! Tento lutar, mas não posso ver! Grito, mas sei que me farão caso omisso. De repente escuto risos. Estão rindo de mim! Minha visão volta e olho ao meu redor. Vejo umas velas. Escuto uma canção…

            “parabéns pra você…”

Uma semana antes…

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