Sistemas públicos de saúde – para cada país?

O que tem que ver uma mosca com a economia, ou a política com Chagas ou sífilis congénita? Talvez tudo e talvez nada? As manifestações de doenças infecciosas não são independentes desses sistemas, incluindo os sistemas sociais e o sistema do ambiente. Deveria cada país ter um sistema de saúde público? Sem dúvida – pois se uma comunidade apenas se preocupar um crescer sua economia sem se importar sobre as éticas do bem estar de um ser humano, nenhuma comunidade pode alcançar seu potencial se seu povo está doente.

A política forma políticas de saúde que podem aumentar ou inibir acesso a servíços de saúde para uma pessoa, diretamente ou indiretamente. O acesso a servíços de saúde (de qualidade) no tempo certo tem habilidade de evitar ou tratar doenças que, se não são atendidas, afetam a habilidade da pessoa para contribuir positivamente à economia de certa comunidade. Nesse aspecto, pessoas que estão doentes não apenas ficam aquém de suas habilidades de contribuir ao PIB, mas suas necessidades de receber tratamento são capazes de ser uma carga sobre os servíços de saúde do país. Nessas situações, infelizmente, comunidades perdem em mais de uma maneira.

Junto com os determinantes econômicos e políticos da saúde se encontram determinantes ambientais e sociais. Lugares lotados como as favelas sofrem de falta de acesso à água limpa e instalações sanitárias, aumentando o risco de infecções. Nesta situação, a política do país ou comunidade também afeta as taxas de incidência de doenças, levando-nos de volta ao início – a necessidade de que cada país tenha um sistema público de saúde. Doenças como Chagas, dengue, zika, leishmaniasis e raiva talvez não poderão ser facilmente curadas ou eliminadas, mas o acesso a serviços de saúde (de qualidade) no tempo certo ajudam a diminuir os efeitos negativos dessas doenças.

Saúde, como a definem as Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde, é um direito do ser humano. Mesmo se as motivações de um país para estabelecer um sistema de saúde público não sejam fundadas em razões éticas, as ramificações econômicas que resultam de não estabelecer um sistema de saúde podem ser motivações fortes para atuar a favor de um. Embora o estabelecimento de sistemas de saúde pública não possa ser a única ação para combater doenças, políticas de saúde, controle do meio ambiente (em respeito ao saneamento e os micróbios) e a educação do povo para mudar comporamentos que aumentam as incidências de doenças (comunicáveis ou não comunicáveis) precisam ser considerados conjuntamente com o estabelecimento de sistemas de saúde pública em todos os países.

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