O que aconteceu com a banana? por Ashley Scott

Numa aula de ensino médio aqui em Tucson, os estudantes aprendem sobre as matemáticas, história e ciência, os cursos importantes para terem sucesso no futuro. Uma vez ao ano têm a escolha de participar em outra aula com temas práticos— os que não aparecem no exame SAT todavia ainda são relevantes no futuro. É provável que o professor diga o seguinte, “Gravidez ocorre 1 em cada 7 vezes que um casal usa um preservativo,” enquanto os estudantes com as caras de acne acenam com a cabeça. Os temas nessas aulas são controle de natalidade, Infecções Sexualmente Transmissíveis (DST), relações saudáveis e os serviços de Planned Parenthood. Essa aula se chama educação de abstinência. A educação sexual baseada nessa ideia de abstinência engana ou envergonha os jovens e devemos implementar um currículo compreensivo. A banana desapareceu.

Os programas de abstinência dão informações ambíguas que não é baseada na ciência. Uma resenha dos currículos descobriu que quase 70% desses programas fundados pelo governo ensinam fatos incorretos. Ao analisar mais, os pesquisadores reportaram que essas matérias educativas explicam informações distorcidas ou enganadoras sobre a saúde reprodutiva. Exemplos incluem a declaração que preservativos não conseguem prevenir HIV 31% das vezes e que tampouco protegem contra as DST. Esses fatos são incorretos. Contra o exemplo no começo do texto, os preservativos são efetivos 98% do tempo se os usa corretamente e as taxas de insucesso ocorrem por colocação incorreta. O ponto das aulas por tanto é dissuadir qualquer atividade sexual e, por isso, não ensinam como colocar um preservativo corretamente. Os professores dessas aulas usam apresentações só com palavras. Comparada com as aulas de educação sexual compreensivas, as de abstinência falta eficiência e eficácia. Não ensinam a prevenção simples do jeito correto de colocar um preservativo numa banana. Os preservativos e bananas não têm um lugar nessas aulas de abstinência. Alguns estudantes vão seguir estes conselhos, mas outros são sexualmente ativos. Se eles não recebem informações sobre a proteção pessoal ou escutam fatos falsos, como vão se proteger?

Além disso, muitas vezes os currículos seguem as crenças de grupos religiosos que têm opiniões fortes contra o sexo antes do casamento e o aborto. Nessas aulas, por exemplo, não explicam que o aborto é uma opção, só que levar a gravidez a termo é a única opção moralmente correta para adolescentes grávidas. Ademais ensina que a expressão sexual fora do matrimônio tem repercussões negativas na sociedade e danos físicos. Esse tipo de educação envergonha aos estudantes sobre um processo natural de todos os seres humanos porque o sexo é natural. Esta vergonha contribui para diminuir a autoestima e segurança que já é um problema durante a adolescência. As táticas de medo desencorajam os estudantes a pedirem ajuda e não lhes dão as alternativas seguras. Enquanto a metade dos estudantes nas ensino médio em todo o país são sexualmente ativos, nas aulas como essas, podem se sentir distanciados e marginalizados.

O Arizona não requer para seus estudantes tomarem nenhuma aula de educação sexual. O período da adolescência é importante no crescimento do corpo e consciência sexual, e eles deveriam ter aulas compreensivas de educação sexual cheias de fatos corretos. Pode se prevenir a contração das DST com camisas-de-vénus, e embora a abstinência seja o método 100% seguro para não ficar grávida, outros métodos devem ser ensinados aos adolescentes. As aulas de educação sexual compreensivas mostram que a sexualidade é natural e saudável, não é algo para se esconder. Quando os estados e o governo entenderem que essa educação de abstinência não funciona, talvez os EUA não seram mais o país desenvolvido com a taxa mais alta de gravidez entre adolescentes.  Os estudantes americanos, como os estudantes nos países desenvolvidos, entenderão que há várias opções para se proteger. Com aulas de educação sexual compreensivas, os adolescentes americanos saberão como colocar um preservativo numa banana do jeito correto.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s