O assombroso

ghostpor Caitlin Smith

Cerca de duas semanas depois de mudar-se para a casa nova, as alucinações começaram. No início, eram triviais. Tinha figuras na visão periférica, coisas desaparecidas, e sons estranhos na noite.

Suponho que não deveria ter ficado surpreendida. Minha mãe e eu buscávamos um início novo num lugar novo. Nos mudamos para casa antíga que estava no meio do bosque, há milhas de qualquer forma de civilização. Foi o início de qualquer outro filme de horror.

No princípio, não queria acreditar que que fosse um fantasma. Cada peculiaridade ou visão eram atribuídos a meu estresse ou uma insônia. Os fantasmas são ilógicos, eu me disse quando as fundações das minhas crenças começaram a desmoronar.

Me senti aterrorizada. Por algumas semanas achei que perdia minha cabeça. Minha mãe não notou o que estava acontecendo. O fantasma, por um tempo longo, não a preocupou e era invisível a ela apesar de ser a mais supersticiosa que eu. A mãe não soube que na atualidade me causava muito pânico. E, por ser teimosa e orgulhosa, eu não lhe disse que algo me assombrava. Mesmo que eu lhe dissesse, ela pensaria que eu tirava sarro dela. Já não tinha visto o fantasma e, antes de me mudar, eu tinha sido firmemente incrédula do sobrenatural.

Uma noite, quando minha mãe tinha saído, o vi. Estava na cozinha, lavando as louças de meu jantar. Quando virei, vi que tinha a figura de um jovem, pequeno e pálido. Fiquei completamente imóvel enquanto minha cabeça processava a figura. Então, gritei, derrubei a tigela nas minhas mãos, e corri da cozinha. Me escondi até que minha mãe voltou. Me perguntou da tigela rompida na cozinha e me disse que a lavasse. Com relutância, fui à cozinha, mas a tigela estava no guichê e não estava rompida. Coloquei-a no gabinete e fui para a cama.

Depois dessa vez, notei que o fantasma era inócuo, relativamente. Ele nunca me levantava da minha cama ou me tirava coisas ou me trancava no quarto como os fantasmas de filmes de horror. Vê-lo sempre me surpreendia mas comecei a esperar, até a desfrutar, sua presença. Se pedia algo, o fantasma o encontrava. Me sentia sozinha, que era frequentemente, o fantasma apareceria.

Um dia, ouvi o grito de minha mãe e a encontrei na sala, tremendo.

“Era um jovem!” exclamou, tão pálida como o fantasma. “Esteve aqui, há pouco.” Apontou a uma esquina da sala onde o fantasma aparecia usualmente.

“Não há ninguém lá.”

“Sei o que vi,” insistiu.

Disse-lhe que foi nada, mas não me escutou. Minha mãe podia ser muito supersticiosa e o fantasma, ou a possibilidade de um fantasma, tinha lhe aterrorizado. Na semana seguinte, teríamos um médium em nossa casa.

O médium zumbiu enquanto andava perto da casa, enquanto minha mãe esperava ansiosamente. “Sinto uma presença,” o médium declarou. Disse ao fantasma, “Espírito! Sei que está aqui!”

Esperou que o fantasma respondesse. As luzes desligaram e ligaram. Fiquei nauseada de ansiedade. Perguntou-lhe muitas coisas: quem é?, como morreu?, o que busca? Logo, as prateleiras, as luzes e os gabinetes tremeram.

“Sim. Uma presença muito maligna,” o médium concluiu.

“Não é!”, eu disse.

“Você sabia?”, a mãe perguntou.

Acenei com a cabeça. “Mas não é maligno,” repeti.

“Os espíritos podem ser imprevisíveis e perigosos,” o médium disse a minha mãe. “Muitas vezes, enganam as crianças para possuí-las. Recomendo que você chame um padre. Para assegurar sua segurança.”

Protestei mas minha mãe e o médium me ignoraram.

Alguns dias passaram e o padre chegou. Mesmo depois de que terminou, recusei-me a sair de meu quarto. A casa estava demasiado vazia.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s