Ainda Precisamos dos Cemitérios: o limite do progresso da tecnologia

O investimento nos avanços médicos contribui com o gasto alto de cuidados de saúde, mas não vivemos mais por causa deles.

Nosso progresso desde o descobrimento da fonte de cólera em Londres no século XIV até o aumento do número das vacinas nos anos cinquenta tem sido excepcional e, consequentemente aumentou a longevidade no mundo. É um caso de sucesso que uma pessoa com graves danos cerebrais pode sobreviver graças às máquinas respiratórias e tubos de alimentação. O cidadão comum também desfruta de uma vida mais longa sem se preocupar com as doenças transmissíveis. Agora nos EUA a média de idade subiu, e hoje alcançamos os 79 anos na média de vida. Entretanto, chegamos ao ponto em que os avanços não têm o mesmo impacto na vida. Não descobrimos ainda como superar a morte.  

Nos EUA, temos o sistema de saúde mais caro do mundo. Tanto as companhias de seguros quando os indivíduos pagam pelos serviços. A causa principal dos custos elevados é que gastamos demais no desenvolvimento de avanços médicos. Ao mesmo tempo, essa tecnologia nova requer mais profissionais no campo médico e salários altos, os quais também aumentam o preço dos cuidados de saúde no país. Só 1% das pessoas recebem os tratamentos avançados, afirma o autor e economista de saúde Paul Feldstein. Ou seja, a maioria da população não se beneficia dessa tecnologia e ainda segue pagando caro pelos serviços menos avançados.

Muitas pessoas têm a opinão que a tecnologia aumenta a longevidade e promove a importância da saúde e bem-estar. Por isso, elas concordam que os investimentos são indispensáveis. “Na minha opinão, a tecnologia de saúde ajuda muitas pessoas a controlar seus problemas médicos e aprender mais sobre sua doença. Eles podem viver mais tempo sem complicações,” disse uma mulher de 23 anos cuja mãe tem diabetes. Embora seja um benefício de inovação, o desenvolvimento e os gastos se centram nos tratamentos complexos como cirurgias e transplantes de órgãos. Outra vez, para poucas pessoas.

Conforme os estudos de pesquisa, gastos nesses tratamentos com a tecnologia desenvolvida não melhoram tanto a saúde nem a longevidade como as mudanças no estilo de vida e no comportamento das pessoas. Mas, por que ainda investimos nos avanços quando a velhice e a longevidade não dependem deles? “Às vezes dependemos demais da tecnologia. Temos os celulares sempre nas mãos que nos ajudam com qualquer coisa. É como se a tecnologia fosse criada para fazer tudo para nós,” declarou um cidadão americano de maior idade. Para elaborar, estamos acostumados à tecnologia, e a aceitamos como o normal em qualquer área da nossa vida.
Sem dúvida, essa tecnologia salva vidas, porém não aumenta nossa longevidade. Os hospitais se concentram em curas. De fato, devemos ser focados na prevenção e na saúde pessoal e bem-estar antes de ficarmos doentes. O campo de saúde está mudando para incorporar a prevenção, mas ainda é um processo muito lento. Ninguém quer morrer, mas algum dia vai acontecer. A questão então, deveria mudar para ser menos de ‘quando’ morreremos e mais de ‘como’ escolhemos viver.

Por Ashley Scott

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