O Reino Imenso

Há uma diferença entre ver uma montanha de longe e ficar em cima dela. A última significa que você tem couragem. A cidade de Huaraz no Peru está parte da Cordilhera Branca onde fica a montanha mais alta do Peru, o Huascarán. Nesse municipalidade, há uma plaça de armas onde pode te sentar e comprar sorvete de fruta vendido das mulheres andinas. Elas te contam sobre o terremoto de Huascarán nos anos 70, sobre as caminhadas preciosas com lagos de turquesa, e te convencem a tirar fotos com a sua alpaca por um bom preço, pois não. Isto me aconteceu. Fiquei lá por um mês para conhecer o lugar, fazer caminhadas e me engordar com o sorvete delicioso.

Quando era criança, moravamos ao lado de uma pequena montanha em Phoenix. Sempre costumava ver as montanhas. Eram como uma parte do meu bairro. Os cheiros das plantas do deserto e os sons dos animais me a calmavam e juntos, eu e os meus irmãos, nós jogávamos sobre a montanha inteira. Conhecíamos a parte plana, as cavernas dos coiotes e corríamos até o auge onde éramos os donos de um reino.

Onde morava em Lima era muito plano e congestionado com carros e pessoas. Deixa os Starbucks e o barulho da vida metropolitana de lado porque as montanhas existem como um portal para outro mundo, eu me disse. Decidi viajar. Na rota a Huaraz, pode se perceber essa mudança de paisagem da costa de um deserto seco a uma serra expansiva. O poluição para o ar puro. Do castanho para o verde com vida e agua. Isto é o que vejo quando fecho os meus olhos. Lembro.

Em Lima, não tem os ônibus espaçosos. Uma vez o meu vizinho me ensinou sobre o transporte público de Lima. Tem os ônibus e tem a combi. Para subir na combi é como se estivesse fugindo de um assalto do banco, perseguido pela polícia com o teu equipe de 15 pessoas, todas como sardinhas na aparência e no cheiro. Dentro da combi ninguém vê a paisagem. No ônibus para a minha viagem a Huaraz, a vista era preciosa—sem as nossas pegadas, a natureza intocada…a natureza perigosa. Para ver abaixo, você vê o abismo da montanha. Durante a viagem, o meu ônibus começou embalar, e eu pensei que aqui, ao lado desse monte, encontraria o fim da minha vida. O vento soprava muito forte chamando-me à montanha. A rua era estreita e de terra. Acima da rua, comigo dentro, foi o ônibus como o peso de 3 elefantes equilibrando em 4 rodas, e cada vez que eu olhava para a janela, me parecia que cairia. Em algúm momento, cortamos os nuvens e não vi nada mais que a cor branco. Ainda pior, tinha mal de altitude porque escalamos a montanha onde era menos de oxigénio. O tremor fora, o terremoto dentro. Foi mil vezes pior pela dor na minha cabeça, mas os peruanos sabiam como me curar. Quando chegei em Huaraz, eu tomei um chá especial feito com folhas de coca. Fiquei melhor. Logo entrei na praça e vi algunas montanhas mais altas mas agora menos assustadoras. Eram as montanhas não mais da minha infãncia e não estava com medo. Um mês depois com um sorvete no estômago e olhos vendados, eu descendei desse reino montanhoso com a minha mente clareada e menos dolorosa como na minha chegada.

Por Ashley Scott

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