Crônica de amor

Crônica de amor

Bom dia amor! Hoje acordei cedo porque o sol está insolente. Ontem também foi e amanhã vai ser também. Moro e tenho morado aqui no deserto e não odeio a luz mas amo a chuva. É triste que as gotas da chuva no deserto evaporam-se mais rápido que minhas lágrimas. Falemos de amor o da falta dele. Que sabe você do amor? Você prefere beijar lábios secos ou lábios molhados?

Ficamos molhados. O côr vermelho é o que se faz quando o amor verdadeiro faz mistura com o vapor da alma. É um fumo com nome.

Eu tinha uma tia que se chamava Alma mas alma não tinha. A vendeu; vendeu a alma por umas moedas. Usou as moedas para comprar amor mas não tinha como expressar o amor porque era desalmada. Portanto, o coração dela batia porque estava cheio de sangue mas não de amor. Era sangue que não fluía para nenhuma parte. O corpo dela carece de calor. Como ia usar os demais orgãos se o coração não servia?

A realidade é que o amor é mais complicado que a anatomia do humano. Você acha que um doutor pode o operá-lo se você fica com saudade ou com um coração rompido? A mente se pode controlar e pode se acalmar as doenças com analgésicos, mas o sentimento do amor não pode se curar, não pode se apagar e não pode se explicar.

Na noite quando a lua fica sózinha esperando que o mundo a cumprimente outra vez e que o sol fique longe para ser única. A gente dorme mas eu sonho.

Boa noite amor! Hoje dormirei tarde porque este coração bate, bate e bate. A lua vai ser a única entidade que vai escutar me batir mas não acordarei por que vou estar nos braços dela.

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