Sobrevivendo

O ar estava fresco. O sol queimava. Sofia estava tentando espremer a última gota de água da garrafa. Tínhamos muita água ao nosso redor, mas não nos atrevíamos a colocar nossas mãos dentro dela. Os animais de todos os tamanhos e cores davam voltas. Davam voltas ao nosso redor como se estivessem esperando o momento ótimo para  atacar. O momento quando Sofia e eu não tínhamos forças de fazer nada. Três dias haviam passado. A única coisa que podíamos fazer era remar sem direção. Ficávamos cansados, com sede e fome. Tínhamos apenas comido o último pedaço de peixe que tivemos: estávamos preocupados com nossa sobrevivência. Não tínhamos nenhuma esperança.

Passamos o tempo contando contos sobre nossas memórias juntos, nossas famílias e amigos. Jogando jogos só para passar o tempo e para usar como uma distração; não querendo pensar se nós  poderíamos sobreviver.

Quando a noite chegou, nós não tivemos dificuldades para dormir até que sentimos uma sacudida. Sofia saiu voando com um grito. Eu reagi rapidamente, agarrei sua mão e eu a puxei para mim. Quando olhamos o que foi que nos deu o susto, ficamos alegres.

Ao nosso redor estavam nossas coisas, malas de viagens e um par de garrafas de água. Na distancia nós também ouvimos vozes e nós começamos a fala para vocês.

– Essa é a razão que agora estamos aqui com vocês na ilha dos encalhados, disse Sofia.

– Nosso cruzeiro sofreu um acidente e estamos esperando resgate. Se vocês, pessoas da ilha que nos resgataram, diz que o resgate chegará então não temos outras opções além de esperar.

Por Karina Cruz

 

 

 

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