Uma Coruja de Morte

Uma Coruja de Morte owl-in-night-flight

Eu escuto os ruídos fora da casa abandonada e desperto. É nada importante, nada que pode me matar. Eu vejo pela minha esquerda e minha filha Ellie está adormecida. Tudo parece que vai ser um dia bom, um dia onde ninguém morre. Eu levanto e caminho para fora silenciosamente, mas não é porque não quero despertar Ellie. É porque fora da casa nas ruas possivelmente ficam pessoas infectadas; eles matam sem pensar porque a infecção provoca raiva incontrolável. Não sentem dor física ou emocional; acho que isso é estar morto. Escuto outra vez um ruído e eu me escondo detrás de uma árvore e matagais . É um cervo, mas porque um cervo está aqui? Normalmente eles ficam fora da cidade desolados por pessoas contaminadas. É provável porque a natureza está reivindicando os lugares que o homem tomou e destruiu. Posso ver como tudo está se transformando. Tudo tem musgo. As casas têm plantas e raízes dentro e fora de suas paredes. Nas ruas, tem grama fora das rachaduras. A natureza sempre vai encontrar uma forma de sobreviver em catástrofes. Acho que o homem não têm a mesma persistência. “Não importa, vou matar, é nosso almoço para vários dias,” pensei. Eu tiro minha mochila e tiro meu arco silenciosamente. Tiro as flechas e coloco onde deve ficar em meu arco. Eu controlo minha respiração, e meus olhos somente enfocam no servo. Eu puxo a flecha e tudo se torna em um silencio. Eu inalei mas não exalei porque estava no controle desta situação. Eu olho o cervo pela última vez e solto minha respiração e minha flecha ao mesmo tempo. A flecha passa a árvore com uma diligência. Passa a rua gramada com delicadeza como se fosse uma coruja buscando uma presa. A flecha se aproxima do cervo e consegue penetrar sua pele, “Eu consegui!” pensei enquanto tirava minha faca. A morte não foi instantânea e o cervo correu um pouco na rua e morreu em um parquinho. Eu corri para onde nosso almoço ficava e vi um grupo de infectados, mas eles já tinham ouvido meus passos ruidosos. “Maldita seja”, eu falei, e comecei a correr pela rua enquanto eles chamavam mais infectados com aqueles gritos demoníacos. Em pânico, comecei a gritar para que Ellie levantasse e escapasse do caos. Eu pude olhar Ellie correndo para fora da casa, “Ellie! Você precisa ir para da universidade que está no norte daqui! Você tem que sobreviver!”, eu falei enquanto tratava escapar dos infectados. Ellie conseguiu escapar entre as casas e florestas. Os infectados começaram a sair de todos lados, eu estava desgastado meu corpo não funcionava mais. Parei de correr, quando cheguei no rio que era parte de uma barragem pequena da cidade. “Eu sei que você está salva. Finalmente encontramos onde morar com umas pessoas que estão construindo nossa civilização de novo. “Tudo vai ficar bom, Ellie.” Eu fechei meus olhos e brinquei a uma morte que eu achei certa. Tudo ficou preto. Recuperei minha consciência momentos depois e ficava cercas margem do rio. “Não morri?” Pensei, “onde estou?” Eu chequei meu ambiente e pude ver que na cidade não estava perto, mais não importava a distância. Tirei minhas coisas e comecei a caminhar para o norte onde Ellie estava e falei, “Por alguma razão sobrevivi, tudo vai ficar bem.”

Por: Eduardo Villalobos

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s